E dá-lhe bordoada!


Ando tão assim esses dias.

Acho que a palavra é amortecida. Não estou louca depressiva cadavérica como por um tempo achei que ficaria. Nem feliz explodindo de alegria baladeira do rolê, estou eu, mas sem alguma coisa. A coisa que eu sabia que era importante demais e acabou levando um pedacinho da minha essência. Não que isso seja ruim, gosto de andar sem rumo, de não ter ninguém me esperando também. É um tempo meu e acho que estou aproveitando isso. Eu só tinha me esquecido como é  silencioso quando se está sozinha.  Os pensamentos fluem e vão embora, e as pernas seguem os pés que seguem a rua. E eu penso em algo, em alguém, e dali a pouco já estou entrando em alguma rua que eu nunca havia reparado.

O que eu venho sentindo é inédito. E talvez seja por isso que eu esteja assim, anestesiada. Parece que o tempo todo tem alguém segurando meu coração com a mão, quase apertando. E o mais inédito é que dessa vez é realmente no coração, e não no meio, pouco abaixo do plexo solar.

Isso só pode ser bom.

 



Escrito por Iza às 16h43
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Parece até piada

E parece mesmo. O meu namorado que eu tanto amo embarcou ontem pra Austrália e volta só em janeiro.

Pode uma coisa dessas? Mas eu boto fé que td será pro nosso bem... right?

To bagunçada, chorando e rindo , chorando e rindo...

 



Escrito por Iza às 12h25
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